Senado aprova projeto para acelerar imunoterapia contra o câncer no SUS; veja como funciona tratamento que revolucionou a oncologia
Texto altera a Lei Orgânica da Saúde e prevê incorporação da terapia quando houver superioridade clínica; especialistas alertam que aprovação não garante acesso imediato na rede pública.
Imunoterapia ensina o próprio sistema imunológico do paciente a reconhecer o tumor e combatê-lo. — Foto: Freepik
Pacientes em tratamento de câncer no Sistema Único de Saúde (SUS) podem ter acesso mais rápido à imunoterapia. É o que prevê o Projeto de Lei 2.371/2021, aprovado nesta terça-feira (10) pelo Senado e que agora segue para sanção presidencial.
O texto altera a Lei Orgânica da Saúde para estabelecer que a imunoterapia deve integrar os protocolos do SUS quando se mostrar mais eficaz ou mais segura do que os tratamentos tradicionais.
Hoje, a imunoterapia é apontada como um dos avanços mais relevantes da oncologia nas últimas décadas. Em alguns tipos de câncer metastático —quando a doença já se espalhou para outros órgãos— falar em controle prolongado era praticamente impensável até pouco mais de dez anos atrás.
O que é imunoterapia
Durante décadas, o tratamento oncológico se apoiou principalmente em três pilares: cirurgia, radioterapia e quimioterapia. A quimioterapia age atacando células que se multiplicam rapidamente —inclusive algumas células saudáveis.
A imunoterapia segue outro caminho.
Segundo Stephen Stefani, oncologista do grupo Oncoclínicas e da Americas Health Foundation, o objetivo é estimular o próprio sistema imunológico do paciente a reconhecer e combater o tumor.
Em vez de atacar diretamente a célula tumoral, como faz a quimioterapia, a imunoterapia retira os mecanismos de camuflagem do câncer e estimula as células de defesa a agir


Daniel Padilha
Fundador do portal










